É complicado falar em religião, sem ter um mínimo de imparcialidade, não deixar que as crenças influam nos argumentos a serem expostos, por isso devemos estar abertos a novos horizontes religiosos. Mesmo sendo um mundo “mente aberta”, há muita repressão, somos reprimidas até mesmo aonde achamos que somos mais libertos, na escolha religiosa ou até mesmo quando se trata do assunto sexo.
Não se trata das Cruzadas, ou de outro fato histórico passado. Trata-se até que ponto as religiões são capazes de persuadir o “fiel” para aderir, ou repudiar tal crença.
Claro que a maioria das religiões cristas, repudiam se uma as outras, é natural.
Imaginam-se que troquemos os termos usados, e usemos como a Igreja sendo uma empresa, seria assim:
· Fiel seria cliente; seria uma forma melhor de representar o que REALMENTE é.
· Igreja seria a empresa; auto-explicatório, o primeiro justifica o segundo.
· Deus, ou o ser supremo da crença, seria o; agora pode alguém me criticar, reforço, estou tentando ser realista e imparcial, e é o que desejam que os clientes, fiéis no caso, creiam, ou comprem.
Ok, sabemos o básico, e também que só o básico não basta, há muito mais do que estes três termos, o restante seria praticamente irrelevante, e não cabe a mim citá-los. Por que fiz esta classificação? Para sermos menos parciais, e sairmos da religião, e percebemos como ocorre o processo de recrutamento, que não passa um jogo de market boca-a-boca.
Assim que freqüentamos uma igreja, nos são apresentadas o propósito, os benefícios – estes sempre são muitos – ,o porquê de não escolhermos outra, o produto, os rituais, e tudo o que PRECISAMOS saber. O que não precisamos saber, que seria o porquê daquela linha de pensamento, como foi criada, por quem e qual o contexto que foi criada, muitas vezes não nos são apresentadas, algumas dessas informações nós podemos adquirir através do raciocínio e de certos pontos que nos são apresentados, porém há muitas delas que não podemos saber, pois assim, abalariam a estrutura e os princípios da crença, e de outros pontos, seria quase que os bastidores, essas informações que não podemos ter acesso.
O que não sabemos de uma igreja, é o que sabemos de outra, por exemplo, como surgiu. Então nesse ponto é que entra a disputa, elas usam golpes baixos de psicologia e persuasão, cada um com suas armas, sejam elas mais discretas, ou não assim o mundo que pensa em seguir uma religião, vai se fragmentando, excluindo e perdendo oportunidades de conhecimento do Universo.
Um exemplo dessa perda, seria nós voltarmos uns 600 ou 700 anos, e vermos o que era a religião católica, uma religião extremamente fechada aos princípios científicos (por quê?!), pois estes poderiam ferir e fazer com que a religião começasse parar de trazer as respostas aos seus fiéis, e sim perder espaço e ter que procurar “remendar” aonde havia falhas em seus princípios, agora, adivinhe o que ocorreu?
A igreja percebeu que não era somente um cientista que provava algo que realmente era, e é verdade, como o fato da Terra não ser o centro do Universo; agora nem voltando muito tempo, vamos para Darwin, que propôs a Teoria da evolução das espécies, um fato totalmente oposto a verdade imposta pela igreja, agora em fatos mais recentes, a Teoria do BigBang, tudo contradiz À igreja católica, e ela,hoje chega ignorar e tentar reprimir, hoje não há mais um domínio rigoroso e garantido.Tambm não podemos negar que o catolicismo fez um grande papel no desenvolvimento das artes, e em algumas ciências também. Para manter seus fiéis ela foi se renovando conforme o tempo, se atualizando e procurando respostas para as quais não havia, então para não confundir a cabeça do fiel, elas eram pouco a pouco infiltradas na mente deles pouco a pouco nas missas. As pesquisas e tudo o que fez do catolicismo uma grande religião foi adquirido grande parte quando era “vendido um lugar no céu” para os ricos no feudalismo.
Querendo ou não estamos rumando para uma nova era de pensamento, um pensamento quem sabe sem Deus, ou melhor, sem aquele que criou o mundo em 7 dias, mas um outro que vive, e nos alimenta de esperanças, um Deus próprio de cada pessoa, poderíamos chamar isso de algum outro nome, mas por que não continuar chamar de Deus?
Poderíamos classificar Deus como um estado psicológico consciente, que faz uma ligação com o inconsciente para poder alcançar aquilo que tanto se anseia, em outros casos poderíamos chamar de esperança, determinação, ou mesmo fé, que seria a fusão dos dois anteriores.

Bem este foi mais um dos textos que escrevi e tirei do fundo do baú, escrevi há cerca de um ano. Espero que gostem e possam dar sua opinião sobre.

Obrigado e até a próxima!