Precisamos chegar ao fundo do poço para saber como é lá em baixo. Precisamos sentir sentimentos ruins, sentir culpa, remorso, ódio, medo para sabermos como é e podermos dizer,: “eu sei como é isso” para outra pessoa. Nós nao sabemos o que os outros sentem, não podemos advinhar eles, muito menos podemos compartilhar a dor deles. A dor nos é única, não dividimos ela com ninguém, só, e somente nós atribuimos valores e sentimetos as coisas, e quando perdemos, a nossa dor é punica, ninguém divide ela. Bom seria se pudessemos compartilhar nossa dor com outras pessoas. “Ei Fulano, quer sentir um pouco da minha dor de ter perdido alguém que eu amava? Quer dividir da minha tristeza por ter traído a confiança de quem eu jurei que não iria trair? Quer dividir o meu desespero por ter perdido coisas que eu valorizava EM MIM MESMO?!”. Não isso nao é possível, infelizmente, nao podemos. Ou ainda que tal se pudéssemos embrulhar nossos sentimentos e dizer, tchau para eles? Ou se pudéssemos doar eles à alguém que se sente muito feliz, ou muito triste? AH QUE BOM SERIA!
Se acaso um dia alguém que lhe proporcionou a dor, lhe disser que é dificil a dor, não lhe dê ouvidos, pois ele não sabe o que VOCÊ sente, mas sim o que ele sentiu. Sentimentos são coisas abstratas. Abrstratas de se descrever, podemos dizer que é excesso ou falta de um tal neurotransmissor, MAS QUEM SE IMPORTA COM ISSO?! Sabemos o que sentimos, e não estamos com um medidor de substancias nos nossos corpos que diz o quanto feliz estamos ou então o quanto tristes estamos. Tudo depende do indivíduo que sofreu. Se duas pessaos estiverem felizes, e fosse possivel medir o quanto de “felicidade” cada uma tem, mesmo que tivessem igual quantidade, seria diferente, por vivências diferentes.
Nós psicólogos,ou então seres normais da vida, devemos valorizar a pessoa como detentora de seus sentimentos, como detentora de suas especulações, de seus valores e experiencias, e nao simplesmente enquadrar em determinada teoria, ou seja lá o que for, mas devemos valorizar o ser em suas multiplas facetas, em suas multiplas variáveis de possiveis variáveis.
Na próxima vez que disser: “sei o que está sentindo”, pense duas vezes, e não fale uma (desculpa) porcaria dessas.