Somos um rosto?
Um sorriso?
Somos um corpo escultural?
Uma vida?
Uma vida desperdiçada?
Uma vida dispersa?
Um rosto sorrindo na multidão?
Um coração aberto?
Somos somente para quem amamos?
Ou somos para quem vivemos?
Vivemos por viver?
Ou vivemos por que somos?
Nosso coração feliz é?
Ou nossa vida que somos nós?
Quero saber…
Donde vem essa vontade de ser, mas o que é o ser? Será que é importante pensar que somos o que a sociedade nos impõe? Ou que somos fruto de um conflito com nossos pais?
Não.
Não acho importante considerar nada disso, nós somos, o que pensamos, somos como agimos, como agimos naturalmente, como agimos em casa, sim, é somos irritados, mas carinhosos. Não, nossa essência não é consumista, nossa essencia quer ser alguma coisa que não somos. É nossa essência nem sempre é tão bonita quanto aparenta, não tem tanto brilho, tanta marca, alias, alma, ou a nossa essência, nossa razão de viver, tem marca? É, pois eu queria comprar uma. Mas felizmente não preciso, tenha a minha bem aqui.
Não precisamos ser para os outros, não precisamos ser bonitos, muito menos ter uma Ferrari, ou uma Mansão. Não precisamos ser para os outros, mas sermos nós mesmos, é… aquele alguém que está longe de ser. Aquele quem você quem sabe deixou de ser há muito tempo, aquele “ser” que te deixava feliz.
Ser alguém, é estar de bem com a vida, é estar perto de quem você ama, e poder ser você, é poder curtir um belo pôr-do-sol ou até esperar a noite inteira para ver o sol nascer, é ter dentro de você a felicidade em fazer as coisas por prazer, fazer o que se gosta. É não adiar um compromisso, por que é um compromisso, mas fazer ele, pois gosta, e é necessário.
É ter a felicidade que irradia em ver como as coisas vivem em completa harmonia, por mais caótico que pareça o mundo. É ter um sonho realizado.
É SER.
Óreon Souza.